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DIVISÃO E CONTEÚDO   1 Jo pode estruturar-se do modo seguinte:

Prólogo: 1,1-4;

I. Caminhar na Luz: 1,5-2,29;

II. Viver como filhos de Deus: 3,1-24;

III. A fé e o amor: 4,1-5,12;

Conclusão: 5,13-21.

A Carta não foi escrita apenas para reavivar a fé em Cristo e o amor aos irmãos; parece ser, antes de mais, um escrito polémico: perante a ameaça de erros graves, apresenta fórmulas claras e confissões obrigatórias da fé, como garantia da fé genuína e sinal da ortodoxia (4,1-3). Parece que se en­frenta com os gnósticos, que afirma­­vam ter um conhecimento direto de Deus e negavam tanto a vinda de Deus «em carne mortal» (4,2) como a identidade entre o Cristo ce­leste e o Jesus terreno (2,22). Para eles, o Jesus terreno não passava de um mero instrumento de que o Cristo celeste se tinha servido para comunicar a sua mensagem, des­cendo a Ele por ocasião do Batis­mo e abandonando-o por ocasião da Paixão; e assim negavam a In­car­nação e a morte do Filho de Deus, e o seu valor redentor. Daí o seu ensino categórico: o Filho de Deus, «Jesus Cristo, é aquele que veio com água e com sangue; e não só com a água, mas com a água e com o san­gue» (5,6); isto é, Deus não aban­donou o ho­mem Jesus antes da sua Pai­xão e Morte.

Esta Carta, de uma notável ri­que­za doutrinal e numa forma mais desen­volvida, é considerada poste­rior ao IV Evangelho e terá sido escrita nos últimos anos do séc. I.

A 2.ª Carta é um brevíssimo es­crito dirigido «à Senhora eleita e a seus filhos» (v.1), designação sim­bólica de uma igreja concreta da Ásia Menor; pois, se fosse uma pes­soa singular, não teria o mesmo nome da sua irmã: «Saúdam-te os filhos da tua Irmã eleita» (v.13). Visa incitar os fiéis à vida cristã e à caridade e defendê-los da here­sia. Há quem a imagine como um esboço da Primeira.

A 3.ª Carta é dirigida a um cristão, Gaio (v.1). Anima-o a con­tinuar a receber em sua casa os en­viados do Apóstolo João, que eram mal recebidos pelo chefe da comu­nidade local, um certo Diótrefes. Não temos outras notícias destas pes­soas.