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II. DENÚNCIA DOS FALSOS MESTRES

(2,1-22)
2
Os falsos mestres ( Jd 4 -19) —
1*Assim como houve entre o povo de Israel falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres; introduzirão disfarçadamente heresias perniciosas e, indo ao ponto de negar o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si mesmos uma rápida perdição. 2*Muitos hão de segui-los na sua libertinagem e, por causa deles, o caminho da verdade será blasfemado; 3*movidos pela cobiça, hão de explorar-vos com palavras enganadoras. Mas a sua condenação há muito que não perde pela demora e a sua ruína não dorme.
Um castigo inevitável ( Jd 5 -7) —
4*Com efeito, Deus não poupou os anjos que pecaram mas, precipitando-os no Inferno, entregou-os a um fosso de trevas, onde estão reservados para o Juízo; 5*e não poupou o mundo antigo, embora tenha preservado oito pessoas, contando Noé, o arauto da retidão, quando desencadeou o dilúvio sobre o mundo dos ímpios; 6*e condenou as cidades de Sodoma e Gomorra à destruição, reduzindo-as a cinzas, para servirem de exemplo aos ímpios que viriam depois; 7*mas livrou o justo Lot, deprimido pela vida dissoluta daquela gente depravada, 8pois este justo, morando no meio deles, sentia atormentada a sua alma reta, devido às obras malvadas que via e ouvia, dia após dia.
9*É que o Senhor sabe livrar da provação quem é piedoso e reservar os maus para o castigo do dia do juízo, 10*principalmente aqueles que correm atrás dos desejos impuros do corpo e desprezam a autoridade do Senhor.
A moral dos falsos mestres ( Jd 4 -16) —

Audaciosos e arrogantes, não temem ultrajar seres gloriosos,
11*ao passo que os anjos, superiores em força e poder, não pronunciam um juízo injurioso contra eles, diante do Senhor. 12*Estes, porém, semelhantes a animais irracionais, destinados por natureza a serem caçados e mortos, falam mal do que não conhecem e, assim, morrerão como animais, 13*sofrendo o mal pelo mal que fizeram.
Põem a sua satisfação no gozo de um dia e são homens imundos e corrompidos, que sentem prazer em enganar, enquanto se banqueteiam convosco.
14*Os seus olhos estão cheios de adultério e não se fartam de pecar. Seduzem as almas débeis; o seu coração está acostumado à cobiça; são filhos da maldição. 15*Abandonaram o caminho reto e extraviaram-se no caminho de Balaão, filho de Bosor que foi atrás do salário da iniquidade, 16*mas foi repreendido pela sua desobediência: um jumento mudo, falando com voz humana, deteve a insensatez do profeta.
17*Esses são fontes sem água e nuvens agitadas pela tempestade, para quem está reservada a mais tenebrosa escuridão. 18*Gritam discursos empolados e vazios e, excitando as paixões carnais e a devassidão, seduzem aqueles que começam a afastar-se dos que vivem no erro. 19*Prometem-lhes a liberdade, quando eles próprios são escravos da corrupção, pois é-se escravo daquele por quem nos deixamos vencer.
Gravidade da apostasia —
20*Com efeito, se aqueles que fugiram da corrupção do mundo, pelo conhecimento de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, se deixam de novo enredar e vencer por ela, o seu último estado torna-se pior do que o primeiro.
21*Melhor lhes fora não ter conhecido o caminho da justiça do que, depois de o conhecer, voltar atrás, abandonando a lei santa que lhes foi transmitida. 22*Acontece-lhes o que diz aquele provérbio tão acertado:
«O cão volta ao seu vómito

e a porca, acabada de lavar,

volta a revolver-se na lama.»