Antigo Testamento

Pentateuco Livros Históricos Livros Sapienciais Livros Proféticos

Novo Testamento

Evangelhos e Atos Cartas de São Paulo Carta aos Hebreus Cartas Católicas Apocalipse Sobre a Bíblia

AGEU

Pouco se sabe do autor ou do profeta que dá nome a este livro. Dele se fala em Esd 5,1; 6,14. O nome de Haggai, que significa “minha festa”, será possivelmente um apelido para carate­rizar a sua dedi­cação ao culto e ao templo. O seu ministério foi de curta dura­ção (de junho a dezembro de 520 a.C.). Pertence, portanto, ao último período do profe­tismo, o do pós-exílio, durante o reinado de Dario (tal como Zacarias).

DIVISÃO E CONTEÚDO   O livro do profeta Ageu não tem título e consta apenas de dois capí­tulos. Fala do profeta na terceira pessoa, o que supõe um grande  traba­lho redacional. O texto atual deve ser obra de um discípulo do profeta, que resume a pregação do seu mestre.

Tematicamente, poderá ser dividido em quatro oráculos, datados pelo pró­prio autor (“No ano...”, “No dia...”):

1.° oráculo: 1,1-15;

2.° oráculo: 2,1-9;

3.° oráculo: 2,10-19;

4.° oráculo: 2,20-23.

Todos se referem ao templo e a Zoro­babel, o chefe da comunidade, que tinha vindo da Babilónia com os desterrados.

TEOLOGIA   As más condições económicas, a divisão entre os residentes e os repatriados e a situação geral de pobreza tinham conduzido o povo a uma situação de desânimo. O profeta atribui esta situação à falta de pie­dade que se manifesta no pouco interesse pela reconstrução do templo de Jerusalém.

Os trabalhos de construção, pelo contrário, significariam o renascer da verdadeira piedade e despertariam a benevolência do Senhor com a conse­quente melhoria de situação.

Ao lado desta finalidade imediata e material, aparece uma outra, não menos material mas de horizontes mais amplos: reconst­ruir o templo signi­fica renovar a esperança nas grandes promessas escatológicas, no futuro mara­vilhoso que o Senhor tem preparado para o seu povo.

Este futuro também tem a ver com as outras nações: convencidas ou der­ro­tadas, hão de afluir a Jerusalém com as suas riquezas (2,7.22); Israel con­se­guirá vencer, conduzido pelo seu Messias davídico (2,20-23), rece­bendo como dom a paz (2,9); o grande dia virá acompanhado de grandes convul­sões cósmicas. Zorobabel e a sua obra são a antecipação desta pro­messa.