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Doença e cura de Ezequias ( 2 Rs 20,1-11 ; 2 Cr 32,24-29 )
1Por este tempo, o rei Ezequias adoeceu de uma enfermidade mortal. O profeta Isaías, filho de Amós, veio visitá-lo e disse-lhe: «Eis o que diz o Senhor : Faz o testamento, porque vais morrer muito brevemente.» 2Ezequias voltou o rosto para a parede e fez ao Senhor esta oração:
3« Senhor, lembra-te

que tenho andado fielmente diante de ti,

com um coração sincero e íntegro,

pois fiz sempre a tua vontade.»

E começou a chorar, derramando lágrimas abundantes.
4Então, a palavra do Senhor foi dirigida a Isaías nestes termos: 5«Vai e diz a Ezequias: ‘Eis o que diz o Senhor, o Deus de teu pai David: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; vou acrescentar à tua vida mais quinze anos. 6Hei
de livrar-te, a ti e a esta cidade, das mãos do rei da Assíria e protegê-la-ei.’»
7Isaías disse-lhe: «É este o sinal, da parte do Senhor, para que saibas que Ele cumprirá a promessa: 8No relógio de sol de Acaz farei retroceder a sombra dez graus, tantos quantos tinha avançado.» E o sol retrocedeu os dez graus que já tinha avançado.
Cântico de Ezequias ( Sl 30 ; 88 )
9Poema que Ezequias, rei de Judá, compôs por ter sido curado da sua doença:
10«Eu pensei: ‘A meio dos meus dias

vou ter de descer às portas do Abismo,

privado do resto dos meus anos’.

11Eu pensei: ‘Não mais verei o Senhor na terra dos vivos.

Não mais verei os homens entre os habitantes do mundo.

12A minha morada é levada para longe de mim,

como uma tenda de pastor;

enrolei a minha vida como um tecelão,

mas acabou-se-me por falta de fio.

Dia e noite, Senhor, me estais consumindo,

13e soluço até ao amanhecer.

Como um leão, Ele me quebrou todos os ossos,

dia e noite me estais consumindo.

14Pio como a andorinha, arrulho como a pomba.

Os meus olhos cansam-se de olhar para o alto.

Senhor, estou em agonia, confortai-me!’

15Mas que poderei dizer-lhe para que me responda,

se é Ele quem faz isto?

Hei de aguentar todos os meus anos,

com esta amargura na alma?

16Aqueles que o Senhor protege vivem,

e entre eles viverei também eu.

Tu me curaste, ó Deus, e me conservaste a vida.

17A minha amargura converteu-se em paz,

quando preservaste a minha vida do túmulo vazio;

lançaste para trás de ti todos os meus pecados.

18O abismo dos mortos não te louvará,

nem a morte te celebrará,

nem esperam na tua fidelidade

os que descem à sepultura.

19Apenas os vivos te podem louvar

como eu te louvo agora.

O pai dará a conhecer aos seus filhos a tua fidelidade.

20Senhor, salva-me e tocaremos as nossas harpas

todos os dias da nossa vida, na casa do Senhor

21Depois, Isaías deu esta ordem: «Tragam um emplastro de figos e apliquem-no na parte doente e ficará curado.» 22E Ezequias perguntou: «Qual é o sinal que me garanta que ainda poderei ir ao templo do Senhor