(42,1-4; ver 49,1-6; 50,4-11; 52,13-53,12) 1*«Eis o meu servo, que Eu amparo, o meu eleito, que Eu preferi. Fiz repousar sobre ele o meu espírito, para que leve às nações a verdadeira justiça. 2*Ele não gritará, não levantará a voz, não clamará nas ruas. 3*Não quebrará a cana rachada, não apagará a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a fidelidade a verdadeira justiça. 4*Não desanimará, nem desfalecerá, até estabelecer na terra o direito, as leis que os povos das ilhas esperam dele. 5*Eis o que diz o Senhor Deus, que criou os céus e os estendeu, que consolidou a terra com a sua vegetação, que deu vida aos seus habitantes, e o alento aos que andam por ela. 6*Eu, o Senhor, chamei-te por causa da justiça, segurei-te pela mão; formei-te e designei-te como aliança de um povo e luz das nações; 7*para abrires os olhos aos cegos, para tirares do cárcere os prisioneiros, e da prisão, os que vivem nas trevas. 8*Eu sou o Senhor, este é o meu nome, a ninguém cedo a minha glória, nem aos ídolos a honra que me é devida. 9*Os primeiros acontecimentos já se cumpriram. Agora anuncio algo de novo e comunico-o a vós antes que aconteça.» Cântico de libertação ( Sl 96 ; 98 ) 10*Cantai ao Senhor um cântico novo, louvai-o desde os confins da terra. Que o mar o cante e tudo o que ele contém, as ilhas com os seus habitantes! 11*Alegre-se o deserto com as suas tendas, os acampamentos dos que habitam em Quedar! Clamem com alegria os povos de Petra; soltem gritos de alegria do alto das montanhas. 12*Deem glória ao Senhor, anunciem nas ilhas distantes o seu louvor. 13*O Senhor avança como um herói, como um guerreiro acende o seu ardor; lança o grito de guerra, caminha com valentia contra os seus inimigos. 14*Desde há muito tempo que guardo silêncio, que permaneço calado e me contenho. Agora grito como a parturiente, estou ofegante e oprimido. 15*Vou devastar montanhas e colinas, secar toda a sua verdura, transformar os rios em terras áridas e secar os lagos. 16*Vou levar os cegos por um caminho que não conhecem, e guiá-los por carreiros que ignoram. Mudarei diante deles as trevas em luz, e os caminhos pedregosos, em planos. É isto o que penso fazer e não deixarei de o fazer. 17*Retrocederão, depois, cheios de vergonha, os que põem a confiança nos ídolos e que dizem às estátuas: «Vós sois os nossos deuses!» Cegueira de Israel 18*Surdos, ouvi! Cegos, olhai e vede! 19*Quem é cego, senão o meu servo? E quem é surdo, senão o meu mensageiro? Quem é cego como o meu enviado? Quem é surdo como o servo do Senhor ? 20*Tu vias muitas coisas, mas sem as entenderes, tinhas os ouvidos abertos, mas não as compreendias. 21*O Senhor, por amor ao seu plano, queria glorificar e engrandecer a sua lei. 22*Mas são um povo saqueado e despojado. Todos os seus valentes foram acorrentados e encerrados nos cárceres. Eram saqueados e ninguém os libertava, eram despojados e ninguém dizia: «Restitui!» 23*Quem de vós prestará atenção a estas coisas? Quem está atento para perscrutar o futuro? 24*Quem entregou Jacob aos saqueadores, e Israel aos devastadores? Não foi o Senhor contra quem pecámos? Pois não quiseram seguir os seus caminhos, nem respeitar as suas leis. 25*Por isso, descarregou sobre eles a sua cólera e a violência da guerra; rodeou-o de chamas, mas ele não compreendeu, incendiou-o, mas ele não fez caso.