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Queda da Babilónia
( Jr 50 -51; Ap 18 )

1Desce do teu trono,

senta-te no pó, jovem cidade da Babilónia.

Senta-te na terra, sem trono, capital dos caldeus!

Nunca mais serás chamada delicada e refinada.

2Pega nas duas pedras do moinho

e faz a farinha,

tira o véu e arregaça o vestido,

descobre as tuas pernas para passares os rios.

3Apareça a tua nudez,

veja-se o que cobres com vergonha.

Vou exercer implacável vingança.

4Eis o que diz o nosso redentor,

que tem por nome Senhor do universo,

o Santo de Israel:

5Senta-te em silêncio,

mergulha na escuridão,

capital dos caldeus,

porque já não te chamarão mais:

«Senhora dos impérios.»

6Irritado contra o meu povo,

profanei a minha herança,

entregando-a nas tuas mãos.

Mas não usaste de piedade para com eles,

pois esmagaste os anciãos com o peso do teu jugo.

7Tu dizias: «Serei a dominadora do mundo para sempre.»

E não refletiste,

não pensaste no que te poderia vir a acontecer.

8Agora, portanto, ouve isto, ó voluptuosa,

que reinavas, confiante,

e dizias a ti mesma: «Eu e mais ninguém!

Nunca ficarei viúva,

nunca perderei os meus filhos.»

9Ambas as desgraças caíram de repente sobre ti num só dia:

vais ficar, ao mesmo tempo, sem filhos e viúva,

apesar de todas as tuas bruxarias

e dos teus poderosos sortilégios.

10Punhas a tua confiança nas tuas maldades

e dizias: «Ninguém me vê!»

A tua sabedoria e a tua ciência transtornaram-te,

e por isso dizias: «Eu e mais ninguém!»

11Mas virá sobre ti uma desgraça que não saberás conjurar,

desabará sobre ti uma catástrofe que não poderás evitar;

cairá sobre ti de repente um desastre que nunca imaginaste.

12Corre, portanto, aos teus encantamentos

e à multidão das tuas bruxarias,

a que te entregaste desde a juventude!

Vê lá se podem servir para esconjurares a desgraça.

13Cansaste-te com os teus numerosos conselheiros.

Apresentem-se agora e salvem-te os que conjuram o céu,

os que observam os astros

e os que prognosticam cada mês o que vai acontecer.

14Tornaram-se como a palha: o fogo os consome;

não poderão escapar às investidas das chamas.

Não são como brasas na lareira,

onde nos sentamos para aquecer.

15Deste modo, terminaram os teus adivinhos,

com quem traficavas desde a juventude.

Cada qual foge para onde pode,

e nenhum deles te salva.