Antigo Testamento

Pentateuco Livros Históricos Livros Sapienciais Livros Proféticos

Novo Testamento

Evangelhos e Atos Cartas de São Paulo Carta aos Hebreus Cartas Católicas Apocalipse Sobre a Bíblia

CARTA DE JUDAS

O autor apresenta-se como «irmão de Tiago» (1,1), ou seja, «irmão do Senhor» (ver Mt 13,55 par.). Hoje parece ter muito mais peso a opinião de que este «irmão do Senhor» é distinto do Apóstolo Judas Tadeu (Mc 3,18). Com efeito, os “irmãos do Senhor” não perten­ce­riam ao grupo dos Doze, pois se distanciaram de Jesus, não crendo nele durante a sua vida terrena (Jo 7,5); ora o autor dá a entender que não se situa entre os Apóstolos (v.17).

A brevidade desta Carta e o seu menor interesse doutrinal justificam ter sido menos citada na antiguidade e ter havido dúvidas acerca da sua cano­nicidade; mas já aparece citada em Tertuliano e no Cânon de Mura­tori.

DESTINATÁRIOS   A Carta não menciona os destinatários; seriam cris­tãos residentes fora da Palestina, que correriam o perigo de se deixarem sedu­zir por vícios próprios do paganismo. Entre esses destinatários haveria judeo-cris­tãos da diáspora; de outro modo, não fariam sentido tantas alu­sões ao AT e à literatura apócrifa judaica: o I Livro de Henoc, citado nos v.14-15, e a Assunção de Moisés, possivelmente no v.9.

Com uma linguagem rica e cuidada e com grande vivacidade de estilo, este escrito é uma duríssima invetiva contra os hereges e uma vibrante exor­tação aos cristãos a permanecerem firmes na fé e no amor de Deus, se­gundo o ensino dos Apóstolos.

LOCAL E DATA   Quanto ao lugar onde foi escrita e à sua data, não pode­mos ir além de conjeturas. Embora não se refira à parusia, são gran­des as semelhanças com a 2.ª de Pedro (compare-se 2 Pe 2,1-18; 3,1-3 e Jd 4-19), a qual parece depender desta, em virtude do maior e mais ordenado desenvol­vimento dos temas. Por isso, teria sido escrita antes de 2 Pe: ou nos fins da vida de Pedro, ou então, como pensam outros, já depois da sua morte, por volta do ano 80.

CONTEÚDO   A maior parte desta pequena c arta dirige-se con­tra os falsos mestres, que se tinham infiltrado nas comunidades. E nesta polé­mica tem especial interesse a influência da literatura apocalítica judaica, citando mesmo o Livro de Henoc (v.4.6.14) e a Assunção de Moisés (v.9).