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48
Contra Moab
( Is 15 -16;  Ez 25,8-11 )

1Contra Moab, assim fala o Senhor

do universo, Deus de Israel:

«Ai de Nebo! Porque foi arrasada!

Quiriataim foi derrotada e conquistada!

A que era considerada uma fortaleza

foi derrotada e abatida!

2Acabou-se a glória de Moab!

Em Hesbon conspiravam contra ela:

‘Vamos riscá-la do número das nações!’

E tu, Madmen, serás silenciada;

a espada corre atrás de ti.

3Ouvem-se gritos de Horonaim:

Devastação, grande ruína!

4Moab foi esmagada;

os seus gritos fazem-se ouvir até Seir.

5Pela encosta de Luit sobe-se chorando;

pela descida de Horonaim

ouvem-se clamores de angústia.

6Fugi, salvai as vossas vidas,

sede como o asno selvagem no deserto!

7Porque puseste a confiança

nas tuas obras e nos teus tesouros,

também tu serás tomada.

Camós irá para o exílio

com os seus sacerdotes e dignitários.

8O devastador entrará em todas as cidades;

nenhuma será poupada.

O vale será destruído e o planalto devastado,

conforme disse o Senhor.

9Dai asas a Moab para levantar voo,

porque as suas cidades

transformar-se-ão em deserto.

E ninguém habitará nelas.

10Maldito o que executa com negligência

o mandato do Senhor !

Maldito o que recusa o sangue à sua espada!

11Moab está tranquilo desde a sua juventude,

repousando como o vinho sobre as borras;

não foi trasfegado duma vasilha para outra,

não teve de ir para o cativeiro;

permaneceu com o seu sabor

e não alterou o seu aroma.

12Por isso, dias virão

– oráculo do Senhor

em que lhe enviarei trasfegadores

que hão de trasfegar,

esvaziar e quebrar os seus tonéis.

13E Moab envergonhar-se-á de Camós,

assim como a casa de Israel

se envergonhou de Betel, em quem confiava.

14Como podeis dizer: ‘Somos bravos,

somos guerreiros valentes’?

15Moab está destruída e as suas cidades invadidas;

os melhores dos seus soldados

baixaram ao matadouro – oráculo do Rei,

cujo nome é Senhor do universo.

16A ruína de Moab está iminente,

a sua desgraça aproxima-se rapidamente.

17Chorai por ela, vós todos os seus vizinhos

e todos os que conheceis o seu nome;

dizei: ‘Como se partiu o bastão poderoso,

o cetro de glória!’

18Desce da tua glória e senta-te no chão,

população da capital de Dibon,

pois o devastador de Moab subiu contra ti,

destruindo as tuas muralhas.

19Pára no caminho e vigia,

ó gente de Aroer;

interroga o fugitivo que escapou;

pergunta: ‘Que aconteceu?’

20Moab, em ruínas, cobre-se de vergonha;

gritai, gemei!

Anunciem em Arnon

que Moab foi destruída.

21Chegou o julgamento contra as terras do planalto:

contra Holon, Jaça e Mefaat;

22contra Dibon, Nebo e Bet-Diblataim;

23contra Quiriataim, Bet-Gamul e Bet-Meon;

24contra Queriot e Bosra,

e contra todas as cidades da terra de Moab,

as mais próximas e as distantes.

25Foi abatido o poder de Moab

e o seu braço foi quebrado

– oráculo do Senhor.

26Embriagai-a, pois se levantou contra o Senhor;

Moab revolver-se-á no próprio vómito

e tornar-se-á também objeto de escárnio.

27Não escarneceste tu, de Israel,

como de um apanhado entre ladrões,

e não abanavas a cabeça

quando falavas dele?

28Abandonai as cidades e habitai nos rochedos,

habitantes de Moab,

tal como a pomba que faz o ninho

na borda dos precipícios.

29Conhecemos o orgulho de Moab,

a soberba desmedida,

a sua altivez, o orgulho, a presunção

e a arrogância do seu coração.

30Conheço muito bem

– oráculo do Senhor

a sua presunção e o vazio das suas obras.

31Por isso, gemerei por Moab,

gritarei de dor por Moab inteiro;

chorarei pelos homens de Quir-Heres.

32Choro por ti mais do que chorei por Jazer,

ó vinha de Sibma!

Os teus sarmentos atravessavam o mar,

chegavam até ao mar de Jazer.

Mas lançou-se o devastador

sobre as tuas searas e vindimas.

33A alegria e o regozijo desapareceram

dos pomares do país de Moab;

fiz com que secasse o vinho nos lagares:

já não se pisam mais as uvas

entre gritos de alegria.

34Os clamores de Hesbon

chegam até Elalé e até Jaás;

o seu grito faz-se ouvir

de Soar até Horonaim e Eglat-Chelichia,

pois até as águas de Nimerim secaram.

35Farei desaparecer de Moab

– oráculo do Senhor

os que sobem aos lugares altos,

para oferecer incenso aos seus deuses.

36Por isso, o meu coração chora

como voz de flauta por Moab;

o meu coração chora pelos habitantes de Quir-Heres,

pois foi destruído tudo aquilo

que tinham acumulado.

37Todas as cabeças foram rapadas,

todas as barbas cortadas.

Foram golpeadas as mãos

e os rins cobertos de saco.

38Sobre os terraços de Moab

e em todas as suas praças

ouvem-se lamentos,

porque despedacei Moab como vaso inútil

– oráculo do Senhor.

39Como foi destroçada! Chorai!

Como Moab voltou as costas de vergonha!

Como se tornou objeto de zombaria

e de espanto para todos os seus vizinhos!»

40Pois, assim fala o Senhor :

«Eis que ele vem voando, como a águia,

estendendo as asas sobre Moab.

41As cidades foram tomadas

e arrebatadas as suas fortificações.

Naquele dia, o coração dos guerreiros de Moab

será como o coração da mulher em parto.

42Moab deixará de ser uma nação,

porque se levantou contra o Senhor.

43Pânico, armadilhas e cerco é tudo contra ti,

povo de Moab – oráculo do Senhor.

44Quem fugir ao pânico cairá na armadilha;

e aquele que escapar da armadilha,

será apanhado no cerco!

Com efeito, farei vir sobre Moab

o ano do seu castigo

– oráculo do Senhor.

45No refúgio de Hesbon detiveram-se,

extenuados, os fugitivos;

mas um fogo sairá de Hesbon

e uma chama do palácio de Seon

que devorará os cumes de Moab

e o crânio dos seonitas.

46Ai de ti, Moab!

Está perdido, o povo de Camós!

Os teus filhos serão levados em cativeiro

e as tuas filhas, desterradas.

47Mas, nos tempos futuros,

mudarei a sorte de Moab»

– oráculo do Senhor.

Fim do julgamento contra Moab.