A conquista de Jericó ( 2,1-21 ) — 1*Jericó tinha fechado e aferrolhado as suas portas por medo dos israelitas, e ninguém ousava sair nem entrar na cidade.2O Senhor disse a Josué: «Vê! Entrego-te Jericó, o seu rei e os seus valorosos guerreiros.3Dai uma volta em torno da cidade, vós e todos os homens de guerra. Fareis isso durante seis dias.4*Sete sacerdotes, tocando sete trombetas, irão à frente da Arca; no sétimo dia, dareis sete vezes a volta à cidade, com os sacerdotes a tocar trombeta.5À medida que o som do corno for crescendo e o toque das trombetas se tornar mais forte, todo o povo irromperá em grande clamor; a muralha da cidade há de desabar e o povo subirá à cidade, cada um para o lugar que lhe fica em frente.» 6Josué, filho de Nun, reuniu os sacerdotes e disse-lhes: «Levai a Arca da aliança, e sete sacerdotes estejam diante dela com trombetas.»7Depois, disse ao povo: «Em frente! Dai a volta à cidade com os guerreiros a marchar à frente da Arca do Senhor.» 8Mal Josué acabou de falar, os sete sacerdotes que levavam as sete trombetas puseram-se em marcha diante do Senhor, tocando os seus instrumentos. A Arca do Senhor seguiu-os.9Os guerreiros marchavam à frente dos sacerdotes que tocavam a trombeta. A Arca seguia na retaguarda. Durante toda a marcha, ouvia-se o troar das trombetas.10Josué tinha dado esta ordem ao povo: «Não griteis nem façais ouvir a vossa voz, nem saia da vossa boca palavra alguma até ao dia em que eu disser: ‘Gritai!’ Então gritareis com força.»11A Arca do Senhor deu uma volta à cidade, e voltaram ao acampamento, a fim de ali passarem a noite. Procissão dos guerreiros — 12Josué levantou-se muito cedo, e os sacerdotes transportaram a Arca do Senhor.13Os sete sacerdotes, com as sete trombetas, diante da Arca do Senhor, puseram-se em marcha, tocando as trombetas. Os guerreiros precediam-nos. Os restantes seguiam atrás da Arca do Senhor. Durante a marcha ouvia-se o ressoar das trombetas.14No segundo dia, deram uma volta à cidade, e voltaram ao acampamento; o mesmo fizeram durante seis dias.15No sétimo dia, levantando-se de madrugada, deram sete vezes a volta à cidade, como nos dias precedentes. Foi o único dia em que deram a volta à cidade por sete vezes. 16Quando os sacerdotes, à sétima volta, tocavam as trombetas, Josué disse ao povo: «Gritai, porque o Senhor vos entrega a cidade.17A cidade será votada à destruição em honra do Senhor, com tudo o que nela se encontra. Só Raab, a prostituta, terá a vida salva, com todos os que se encontrarem em sua casa, porque ela escondeu os exploradores que havíamos enviado.18*Mas tende cautela com o que é votado ao anátema: se tomardes alguma coisa do que foi declarado anátema, atraireis o anátema sobre o acampamento de Israel, e será uma catástrofe.19A prata, o ouro e todos os objetos de bronze e de ferro serão consagrados ao Senhor, e ficarão a pertencer ao seu tesouro.» 20O povo gritou e os sacerdotes tocaram as trombetas. Mal o povo escutou o som das trombetas, fez ouvir um grande clamor e as muralhas da cidade desabaram; os filhos de Israel subiram à cidade, cada um pela brecha que tinha na sua frente e tomaram a cidade.21*Votaram-na ao anátema, passando ao fio da espada quanto nela encontraram, homens e mulheres, crianças e velhos, e os bois, as ovelhas e os jumentos. Proteção a Raab ( 2,1-21 ) — 22*Josué disse, então, aos dois homens que haviam explorado a terra: «Ide a casa de Raab, a prostituta, e fazei-a sair de lá com tudo o que lhe pertence, como lhe prometestes.» 23Os exploradores entraram na casa, e fizeram sair Raab, o seu pai, a sua mãe, os seus irmãos, e toda a sua parentela com tudo o que lhe pertencia, e puseram-nos em segurança, fora do acampamento de Israel.24Incendiaram a cidade, queimando tudo o que nela havia, exceto o oiro, a prata e todos os objetos de bronze e ferro, que entregaram para os tesouros da casa do Senhor.25Josué respeitou a vida de Raab, a prostituta, bem como a vida da família de seu pai e a de todos os seus; deste modo, ela ficou entre os filhos de Israel até hoje, por ter escondido os mensageiros enviados a explorar Jericó. 26Então, Josué proferiu o seguinte juramento: «Maldito seja diante do Senhor aquele que tentar reconstruir esta cidade de Jericó! Morra o seu primogénito, quando lhe lançar os primeiros fundamentos, e morra o último dos seus filhos, quando lhe puser as portas.» 27O Senhor estava com Josué, e a sua fama espalhou-se por toda a terra.