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12. Sansão

13
Nascimento de Sansão ( Gn 11,30 ; 18,1-15 ; Nm 6,1-21 ; 1 Sm 1,1-28 ; Lc 1,5-25.26 -38)
1Os filhos de Israel recomeçaram a fazer o mal diante do Senhor, e o Senhor entregou-os nas mãos dos filisteus, durante quarenta anos. 2Houve um homem de Sorá, da tribo de Dan, cujo nome era Manoé; sua esposa era estéril, não tinha ainda concebido filhos. 3O anjo do Senhor apareceu a esta mulher e disse-lhe: «Já viste que és estéril e ainda não deste à luz; mas vais conceber e dar à luz um filho. 4Doravante abstém-te, não bebas vinho nem qualquer bebida alcoólica; não comas nada impuro, 5porque vais conceber e dar à luz um filho. A navalha não há de tocar a sua cabeça, pois o menino vai ser consagrado a Deus desde o seio materno; ele mesmo vai começar a salvar Israel das mãos dos filisteus.»
6A mulher voltou e disse ao marido: «Um homem de Deus veio ter comigo; o seu aspeto era semelhante ao de um anjo do Senhor e temível. Não lhe perguntei de onde ele era, nem ele me revelou o seu nome. 7Disse-me ele: ‘Eis que vais conceber e dar à luz um filho; doravante não bebas vinho nem bebida alcoólica; não comas nada de impuro, pois esse jovem será consagrado ao Senhor desde o seio materno até ao dia da sua morte.’» 8Então, Manoé suplicou ao Senhor, dizendo:
«Por favor,
Senhor! Que o homem de Deus que mandaste, venha outra vez até nós e nos ensine como havemos de fazer com o menino, quando ele tiver nascido.»
9Deus ouviu a voz de Manoé; o anjo do Senhor veio ter novamente com a mulher; estava sentada no campo, e Manoé, seu marido, não estava com ela. 10A mulher correu a comunicar ao marido, dizendo:
«Eis que o homem que veio ter comigo voltou a aparecer-me.»
11Manoé levantou-se, foi atrás da sua mulher, dirigiu-se ao homem e perguntou: «És tu o homem que falou a esta mulher?» E ele respondeu: «Sou eu mesmo.» 12Manoé disse-lhe: «Então, uma vez que a tua palavra se vai realizar, que regras se devem seguir com o menino? Que tem ele de fazer?» 13O anjo do Senhor disse a Manoé: «De tudo quanto Eu mencionei a esta mulher, ela há de abster-se. 14Que não coma de nada do que provém do fruto da vinha; não beberá vinho nem bebida alcoólica; não comerá nada impuro e deverá observar tudo quanto lhe ordenei.»
15Então, Manoé disse ao anjo do Senhor : «Por favor! Fica um pouco connosco, para te oferecermos um cabrito!» 16O anjo do Senhor disse a Manoé: «Ainda que me retivesses aqui, Eu não iria comer do teu pão; mas, se quiseres oferecer um holocausto, oferece-o ao Senhor !» É que Manoé não sabia que ele era o anjo do Senhor.
17Então, Manoé disse ao anjo do Senhor : «Qual é o teu nome? Pois queremos prestar-te homenagem, quando se realizarem as tuas palavras.» 18E o anjo do Senhor disse-lhe: «Por que razão mo perguntas? O meu nome é misterioso!» 19Então, tomou Manoé o cabrito com a oferenda e ofereceu-o sobre a rocha ao Senhor, que faz coisas misteriosas. Manoé e sua mulher observavam. 20Ora enquanto a chama subia do altar para o céu, subia também na chama do altar o anjo do Senhor; ao verem isto, Manoé e sua mulher caíram com a face por terra. 21O anjo do Senhor não voltou a aparecer a Manoé nem à sua mulher; foi então que Manoé reconheceu que era o anjo do Senhor.
22Disse Manoé à esposa: «Vamos morrer, não há dúvida, porque vimos o Senhor 23Disse-lhe, então, sua mulher: «Se o Senhor nos quisesse matar não teria recebido das nossas mãos o holocausto nem a oferenda; nem nos teria feito ver tudo isto; nem tão-pouco nos teria comunicado, neste momento, estas instruções.» 24A mulher deu à luz um filho e pôs-lhe o nome de Sansão; o menino cresceu e o Senhor abençoou-o. 25Foi em Maané-Dan, entre Sorá e Estaol, que o espírito do Senhor começou a agitar Sansão.