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Cântico triunfal de Débora ( Ex 15,1-18 ) —
1*Naquele dia Débora e Barac, filho de Abinoam, entoaram o seguinte cântico:
2*​«Louvai o Senhor!

Pois em Israel os chefes comandam,

e o povo espontaneamente se ofereceu.

3​Ouvi-me, ó reis;

prestai-me ouvidos, ó príncipes,

que eu vou cantar ao Senhor;

o Senhor, Deus de Israel, celebrarei:

4​Senhor, quando saíste de Seir,

quando partiste das estepes de Edom,

a terra tremeu, os céus agitaram-se

e as nuvens desfizeram-se em água.

5*​Os montes derreteram-se diante do Senhor, o do Sinai;

diante do Senhor, Deus de Israel.

6*​Nos dias de Chamegar, filho de Anat,

nos dias de Jael, tinham cessado as caravanas,

e os que viajavam, iam por atalhos tortuosos.

7*​Faltavam os chefes,

faltavam as forças em Israel,

até que eu, Débora, me levantei,

levantei-me como mãe em Israel.

8​Escolhiam novos deuses;

e, então, em Israel, em cinco cidades,

mal se viam um escudo e uma lança

para quarenta mil homens!

9​O meu coração segue os chefes de Israel,

aqueles que de entre o povo

se ofereceram espontaneamente ao perigo:

bendigamos o Senhor.

10*​Vós, os que montais brancas jumentas,

os que vos sentais sobre tapeçarias,

os que andais pelo caminho, proclamai!

11​Pela voz dos que repartem despojos junto às fontes,

aí se cantam as vitórias do Senhor,

as vitórias da sua força em Israel.

Então, o povo do Senhor desceu às portas.

12​Acorda, desperta, Débora!

Desperta! Desperta! Entoa um cântico!

Levanta-te, Barac!

Prende os que te prenderam a ti,

ó filho de Abinoam.

13​Então, o sobrevivente desceu com os nobres,

o povo do Senhor desceu para mim entre os heróis.

14*​De Efraim subiram a Amalec;

teu irmão, Benjamim, está com as tuas tropas;

de Maquir descem os comandantes;

e de Zabulão os que detêm a vara do comando.

15​Os chefes de Issacar estão com Débora

e Issacar, tal como Barac,

lança-se na planície atrás das suas pegadas;

junto aos regatos de Rúben,

grandes foram as ansiedades do coração!

16​Por que razão te ficaste entre as pastagens

escutando os assobios para os gados?

Junto aos regatos de Rúben,

grandes foram as ansiedades do coração!

17*​Guilead habita para além do Jordão;

e Dan, por que razão ficou nos seus navios?

Aser sentou-se à beira do mar, descansando nos seus portos.

18​Zabulão é um povo que oferece a sua vida à morte

e Neftali está sobre as altas colinas.

19​Vieram os reis e combateram;

também combateram os reis de Canaã em Taanac,

junto às águas de Meguido;

mas não pegaram em despojos nem dinheiro.

20​Dos céus combateram as estrelas,

combateram das suas órbitas contra Sísera.

21*​A torrente de Quichon arrebatou-os;

a torrente dos antigos, a torrente de Quichon

espezinhou a vida dos valentes.

22​Então ressoaram os cascos dos cavalos

na corrida entusiástica dos seus valentes guerreiros.

23*​Amaldiçoai Meroz, diz o anjo do Senhor,

amaldiçoai energicamente os seus habitantes,

porque não correram em socorro

do Senhor,

como os valentes guerreiros!

24​Bendita seja Jael entre as mulheres,

a mulher de Héber, o quenita,

bendita seja entre as mulheres na tenda!

25​Pediu água; leite fresco ela lhe deu!

Em nobre taça lhe serviu a nata!

26​Estendeu a sua mão para o prego,

a sua direita para o martelo de rudes trabalhadores,

e martelou Sísera,

esmagando-lhe a cabeça!

Rachou-lhe e traspassou-lhe as têmporas!

27*​A seus pés ele caiu,

prostrou-se, ficou estendido

e já sem forças ali caiu,

e ficou aniquilado!

28​Assoma à janela a lamentar-se

a mãe de Sísera, através das grades: ‘Porque tarda em vir o seu carro?

Porque é tão lenta a marcha dos seus carros de guerra?!’

29​A mais sábia das suas princesas lhe responde,

e ela mesma volta a repeti-lo para si própria:

30*​‘Eis que eles encontram e repartem os despojos:

uma jovem, duas jovens para cada homem;

despojos coloridos para Sísera, despojos coloridos,

um tecido, dois tecidos coloridos

para os seus ombros como despojo.’

31*​Assim pereçam, Senhor, todos os teus inimigos;

e os seus amigos sejam como o nascer do Sol,

em toda a sua pujança!»

32Então o país descansou em paz durante quarenta anos.