Cura de um hidrópico ao sábado ( Mt 12,9-14 ; Mc 3,1-6 ) — 1*Tendo entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para comer uma refeição, todos o observavam.2Achava-se ali, diante dele, um hidrópico. 3Jesus, dirigindo a palavra aos doutores da Lei e fariseus, disse-lhes: «É permitido ou não curar ao sábado?»4Mas eles ficaram calados. Tomando-o, então, pela mão, curou-o e mandou-o embora.
5*Depois, disse-lhes: «Qual de vós, se o seu filho ou o seu boi cair a um poço,6não o irá logo retirar em dia de sábado?» E a isto não puderam replicar. Convite à humildade — 7Observando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, disse-lhes esta parábola: 8*«Quando fores convidado para um banquete, não ocupes o primeiro lugar; não suceda que tenha sido convidado alguém mais digno do que tu,9venha o que vos convidou, a ti e ao outro, e te diga: ‘Cede o teu lugar a este.’ Ficarias envergonhado e passarias a ocupar o último lugar. 10Mas, quando fores convidado, senta-te no último lugar; e assim, quando vier o que te convidou, há de dizer-te: ‘Amigo, vem mais para cima.’ Então, isto será uma honra para ti, aos olhos de todos os que estiverem contigo à mesa.
11Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado.» Escolha dos convidados — 12*Disse, depois, a quem o tinha convidado: «Quando deres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os teus vizinhos ricos; não vão eles também convidar-te, por sua vez, e assim retribuir-te.13Quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos.14*E serás feliz por eles não terem com que te retribuir; ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.» Parábola do grande banquete ( Mt 22,1-14 ) — 15*Ouvindo isto, um dos convidados disse-lhe: «Feliz o que comer no banquete do Reino de Deus!»16Ele respondeu-lhe: «Certo homem ia dar um grande banquete e fez muitos convites.
17À hora do banquete, mandou o seu servo dizer aos convidados: ‘Vinde, já está tudo pronto.’18*Mas todos, unanimemente, começaram a esquivar-se. O primeiro disse: ‘Comprei um terreno e preciso de ir vê-lo; peço-te que me dispenses.’19Outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois e tenho de ir experimentá-las; peço-te que me dispenses.’20E outro disse: ‘Casei-me e, por isso, não posso ir.’ 21*O servo regressou e comunicou isto ao seu senhor. Então, o dono da casa, irritado, disse ao servo: ‘Sai imediatamente às praças e às ruas da cidade e traz para aqui os pobres, os estropiados, os cegos e os coxos.’ 22O servo voltou e disse-lhe: ‘Senhor, está feito o que determinaste, e ainda há lugar.’23*E o senhor disse ao servo: ‘Sai pelos caminhos e azinhagas e obriga-os a entrar, para que a minha casa fique cheia.’24*Pois digo-vos que nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete.» O discípulo e a renúncia ( Mt 10,32-39 ) — 25*Seguiam com ele grandes multidões; e Jesus, voltando-se para elas, disse-lhes: 26*«Se alguém vem ter comigo e não me tem mais amor que ao seu pai, à sua mãe, à sua esposa, aos seus filhos, aos seus irmãos, às suas irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo.27Quem não tomar a sua cruz para me seguir não pode ser meu discípulo. 28*Quem dentre vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular a despesa e ver se tem com que a concluir?29Não suceda que, depois de assentar os alicerces, não a podendo acabar, todos os que virem comecem a troçar dele,30dizendo: ‘Este homem começou a construir e não pôde acabar.’ 31Ou qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro para examinar se lhe é possível com dez mil homens opor-se àquele que vem contra ele com vinte mil?32Se não pode, estando o outro ainda longe, manda-lhe embaixadores a pedir a paz.33*Assim, qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.» A força do sal ( Mt 5,13 ; Mc 9,50 ) — 34*«Coisa boa é o sal; mas, se perder o seu sabor, com que há de ele temperar-se?35*Não serve nem para a terra, nem para a estrumeira: deita-se fora. Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»