A fé preserva Israel da idolatria — 1*Mas Tu, nosso Deus, és bom e verdadeiro, paciente, e tudo governas com misericórdia. 2*Mesmo quando pecamos, somos teus; pois conhecemos o teu poder, mas não queremos pecar, sabendo que te pertencemos. 3*Conhecer-te leva à justiça perfeita, e reconhecer o teu poder é a raiz da imortalidade. 4*Não nos extraviaram as perversas invenções dos homens, nem as estéreis obras dos pintores, figuras besuntadas de várias cores, 5*cuja contemplação desperta a paixão dos insensatos, que se entusiasmam com a figura inanimada de uma imagem morta. 6*Enamorados do mal e dignos de tais esperanças assim são os que as fazem, as amam ou as adoram! Insensatez dos fabricantes de ídolos ( 13,10-19 ) — 7*Olhai o oleiro que amassa intensamente a terra mole e modela cada objeto para o nosso uso. Da mesma argila, modela tanto os vasos para serviços limpos como os destinados para usos contrários; mas é o oleiro quem determina qual deve ser o uso de cada um deles. 8*Depois – esforço mal empregado – modela um falso deus do mesmo barro, ele que pouco antes saíra da terra e, pouco depois, voltará a essa terra, de onde foi tirado, quando tiver que prestar contas da vida recebida. 9*Mas não pensa que tem de morrer nem que a sua vida é breve; antes, rivaliza com fabricantes de ouro e prata, imita os que trabalham o bronze e vangloria-se de fabricar figuras falsas. 10*É cinza o seu coração, mais vil que a terra é a sua esperança, a sua vida é mais desprezível do que o barro, 11*porque desconhece aquele que o formou, aquele que lhe infundiu uma alma ativa e lhe insuflou o espírito vital. 12*Considera a nossa vida como um divertimento e a existência como uma feira de negócios, pois – diz ele – é preciso tirar proveito de tudo, até mesmo do mal. 13*Mas, melhor que ninguém, ele bem sabe que peca, fazendo do mesmo barro vasos frágeis e estátuas de ídolos. Os egípcios, os idólatras mais insensatos ( Sl 115,4-8 ; 135,15-18 ) — 14*Muito mais insensatos e infelizes que a alma duma criança são os inimigos do teu povo, que o oprimiam; 15*pois eles consideraram como deuses todos os ídolos das nações, que não podem servir-se dos olhos para ver, nem do nariz para respirar o ar, nem dos ouvidos para ouvir, nem dos dedos das mãos para apalpar, e cujos pés são inúteis para andar. 16*Pois foi um homem quem os fez, o espírito de um ser emprestado os formou. Ora nenhum homem pode fazer um deus semelhante a si. 17*Como ele é mortal, as suas mãos ímpias só produzem coisas mortas. É que ele é bem melhor que os objetos que adora, pois ele foi dotado de vida e aqueles nunca a tiveram. 18*E eles adoram, até, os mais repugnantes animais, que, em estupidez, superam todos os outros. 19*Nada há neles que os torne atraentes como os outros animais; até foram excluídos do elogio de Deus e da sua bênção.