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Simão
( Lv 9,12-13 ; 16 ; Nm 6,23-27 ; 10,2-10 )

1Simão, filho de Onias, Sumo Sacerdote,

durante a sua vida restaurou a casa do Senhor

e, nos seus dias, fortificou o templo.

2Foi também por ele que se assentaram

os alicerces do edifício duplo

e o alto contraforte da muralha do templo.

3No seu tempo, foi cavado um reservatório,

um tanque semelhante ao mar, pela sua capacidade.

4Empenhou-se em preservar o seu povo da ruína,

fortificou a cidade, precavendo-se de assédio.

5Como era glorioso, rodeado do seu povo,

quando saía do Santo dos Santos!

6Era como a estrela da manhã, no meio das nuvens,

como a Lua, nos dias da Lua-cheia,

7como o Sol radioso sobre o templo do Altíssimo,

como o arco-íris que reluz nas nuvens luminosas;

8como a flor das roseiras, em dia de primavera,

como os lírios, junto das correntes de água,

como um ramo da árvore de incenso, em dias de verão;

9como o fogo e o incenso no incensário,

como um vaso de ouro maciço, ornado de pedrarias;

10como oliveira, carregada de frutos

e como o cipreste que se eleva até às nuvens,

11quando punha o manto de glória

e se revestia dos ornamentos da sua dignidade;

quando subia ao altar santo

e honrava o recinto do santuário;

12quando recebia as porções das mãos dos sacerdotes,

estando ele de pé junto ao fogo do altar,

os seus irmãos rodeavam-no, como uma coroa,

como uma plantação de cedros no monte Líbano,

como troncos de palmeiras.

13Todos os filhos de Aarão, na sua pompa, o rodeavam,

levando em suas mãos as oferendas do Senhor,

na presença de toda a assembleia de Israel,

14até que ele realizasse as funções litúrgicas no altar,

apresentando com nobreza a oferenda do Altíssimo, Todo-Poderoso.

15Estendia a mão sobre a taça

e oferecia a libação do suco da uva,

derramando-o aos pés do altar,

perfume agradável ao Altíssimo, rei do universo.

16Então, os filhos de Aarão levantavam as suas vozes

e tocavam trombetas de metal batido:

faziam ouvir grandes clamores,

como memorial diante do Altíssimo.

17Então todo o povo, à uma, se apressava

e se prostrava com o rosto por terra,

para adorar o seu Senhor,

Deus Omnipotente e Altíssimo.

18Os cantores elevavam a sua voz entoando hinos;

num grande clamor, formava-se uma doce melodia.

19O povo suplicava ao Senhor Altíssimo,

implorando diante do Misericordioso,

até ficar de todo completo o culto do Senhor,

e terminarem as funções sagradas.

20Então, ele descia e levantava as suas mãos

sobre toda a assembleia dos filhos de Israel,

para dar, em alta voz, a bênção do Senhor,

e ter a honra de pronunciar o seu nome.

21E o povo prostrava-se uma vez mais,

para receber a bênção do Altíssimo.

Conclusão

22E agora, bendizei ao Deus do universo,

que fez grandes coisas em toda a terra,

que nos exaltou desde o ventre materno

e que agiu connosco segundo a sua misericórdia.

23Conceda-nos Ele a alegria do coração,

de modo que reine a paz, em nossos dias,

em Israel, agora e para sempre.

24Que as suas graças permaneçam fielmente connosco,

para nos dar a salvação em nossos dias.

25Dois povos abomina a minha alma

e o terceiro nem sequer é um povo:

26os que vivem no monte Seir e os filisteus,

e o povo insensato que habita em Siquém.

27Doutrina sábia e inteligente,

eis o que deixou escrito neste livro,

Jesus, filho de Sira, filho de Eleázar, de Jerusalém,

que derramou como chuva a sabedoria do seu coração.

28Feliz o que medita nestas coisas!

O que as guardar no seu coração, será sábio.

29Com efeito, se as cumprir, será forte em tudo,

porque o temor do Senhor guiará os seus passos,

e aos homens piedosos ele concede a sabedoria.

Bendito seja o Senhor para sempre!

Ámen! Ámen!