ORAÇÃO PELOS OPRIMIDOS ( 9,22-39 ) 1*Senhor, porque te conservas à distância e te escondes nos tempos de angústia? 2*No seu orgulho, o ímpio persegue o infeliz; que ele seja apanhado na cilada que armou. 3*O pecador vangloria-se da sua ambição; o ganancioso blasfema e despreza o Senhor. 4*O ímpio diz, na sua arrogância: «Ele não me castigará! Deus não existe!» É só nisto que ele pensa. 5*Julga que os seus caminhos hão de prosperar sempre, mas os teus juízos estão muito acima dele; ele despreza todos os seus adversários. 6*Diz em seu coração: «Jamais serei abalado; não hei de cair na desgraça.» 7*A sua boca está cheia de maldição e mentira; na sua língua só há malícia e maldade. 8*Põe-se de emboscada junto aos povoados e esconde-se para matar o inocente; os seus olhos espiam o infeliz. 9*Escondido como o leão no seu covil, arma ciladas para assaltar o indefeso e, quando o apanha, arrasta-o na sua rede. 10*Abaixa-se, deita-se por terra e as suas garras caem em cima dos infelizes. 11*Depois, diz em seu coração: «Deus esquece-se e desvia o rosto para não ter de ver mais.» 12*Levanta-te, Senhor ! Ó Deus, ergue a tua mão e não te esqueças dos miseráveis. 13*Porque há de o ímpio desprezar a Deus e dizer no seu coração que Tu não castigas? 14*Mas Tu vês a angústia e o pesar, observas tudo e tomas essa causa nas tuas mãos. A ti se abandona confiadamente o pobre; Tu és o amparo do órfão. 15*Quebra o braço dos ímpios e dos pecadores; castiga a sua maldade, para que ela desapareça. 16*O Senhor é rei para sempre; desapareçam os pagãos, da terra que lhe pertence. 17*Ouve, Senhor, o grito dos humildes; atende-os e conforta-os no seu coração. 18*Faz justiça aos órfãos e oprimidos; e que ninguém, neste país, volte a espalhar o terror.