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106
CONFISSÃO NACIONAL DE ISRAEL
(78; 105 )

1Aleluia!


Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

porque o seu amor é eterno.

2Quem poderá contar as obras do Senhor

e apregoar todos os seus louvores?

3Felizes os que observam os seus preceitos

e fazem sempre o que é justo.

4Lembra-te de mim, Senhor,

por amor do teu povo.

Vem trazer-me a tua salvação,

5para eu ver a felicidade dos teus escolhidos,

rejubilar com a alegria do teu povo

e orgulhar-me com a tua herança.


6Pecámos, como os nossos pais,

fomos ímpios e pecadores.

7Os nossos pais, quando estavam no Egito,

não entenderam as tuas maravilhas

nem tiveram presente a imensidade do teu amor;

revoltaram-se junto ao Mar dos Juncos.


8Mas Ele salvou-os, por amor do seu nome,

e para mostrar o seu poder.

9Ameaçou o Mar dos Juncos e ele secou,

e conduziu-os pelas profundezas como por um deserto.

10Salvou-os das mãos dos que os odiavam

e resgatou-os do poder dos inimigos.

11As águas cobriram os seus perseguidores;

nem um só deles escapou com vida.

12Então acreditaram na sua palavra

e cantaram os seus louvores.


13Mas depressa esqueceram as suas obras

e não confiaram nos seus planos.

14Cederam aos seus instintos, no deserto,

e provocaram a Deus, no descampado.

15Deus concedeu-lhes o que pediam

e enviou-lhes o alimento até se saciarem.


16No acampamento, tiveram inveja de Moisés

e de Aarão, o ungido do Senhor.

17Abriu-se então a terra, que engoliu Datan

e sepultou os sequazes de Abiram;

18o fogo consumiu os seus partidários

e as chamas devoraram os malvados.


19Fizeram um bezerro de ouro no Horeb

e adoraram um ídolo de metal fundido.

20Trocaram assim o seu Deus glorioso

pela figura de um animal que come feno.

21Esqueceram a Deus, que os salvara,

que realizara prodígios no Egito,

22maravilhas no país de Cam,

feitos gloriosos no Mar dos Juncos.


23Deus decidiu aniquilá-los.

Moisés, porém, seu escolhido,

intercedeu junto dele,

para acalmar a sua ira destruidora.


24Eles desprezaram a terra de delícias;

não acreditaram na sua palavra.

25Murmuraram nas suas tendas

e desobedeceram às ordens do Senhor.

26Por isso, jurou-lhes, de mão erguida,

que os deixaria morrer no deserto

27e que dispersaria os seus descendentes,

espalhando-os entre os pagãos, por toda a terra.

28Entregaram-se depois a Baal-Peor

e comeram dos sacrifícios oferecidos aos mortos.

29Provocaram-no com os seus crimes;

por isso, a peste irrompeu entre eles.

30Surgiu então Fineias, que fez justiça

e a peste acabou.

31Esse gesto foi-lhe reconhecido como mérito,

por todas as gerações e para sempre.

32Irritaram-no junto das águas de Meribá

e, por culpa deles, Moisés foi castigado,

33porque lhe amarguraram o espírito

e ele proferiu palavras insensatas.


34Não exterminaram os povos pagãos,

como o Senhor lhes tinha ordenado;

35em vez disso, misturaram-se com esses povos

e aprenderam os seus costumes.

36Prestaram culto aos seus ídolos,

que foram para eles uma armadilha.

37Imolaram os seus filhos e as suas filhas

em sacrifício aos demónios.

38Derramaram sangue inocente,

o sangue de seus filhos e filhas

sacrificados aos ídolos de Canaã,

e a terra ficou manchada de sangue.


39Contaminaram-se com os seus atos,

prostituíram-se com os seus crimes.


40Por isso, o Senhor se indignou com o seu povo

e ficou desgostoso com a sua herança.

41Entregou-os ao poder dos pagãos

e foram dominados pelos que os odiavam.

42Os seus inimigos oprimiram-nos

e foram vergados ao seu poder.

43Muitas vezes Deus os libertou,

mas eles mostraram-se rebeldes nos seus caprichos

e mergulharam sempre mais na sua maldade.

44Contudo, Ele reparou na sua aflição

e ouviu os seus lamentos.

45Recordou-se deles por causa da sua aliança

e teve pena deles, pelo seu grande amor.

46Por isso, fê-los encontrar clemência

junto dos seus conquistadores.


47Salva-nos, Senhor, nosso Deus,

e reúne-nos de entre os pagãos,

para darmos graças ao teu santo nome

e celebrarmos os teus louvores.


48Bendito seja o Senhor, Deus de Israel,

pelos séculos dos séculos.

E todo o povo diga: «Ámen! Aleluia!»