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17
ORAÇÃO DE UM INOCENTE CONTRA OS INIMIGOS
(7; 9 ; 10 )

1​Oração de David.


Ouve, Senhor, a minha causa justa,

atende ao meu clamor.

Escuta a minha oração,

que não sai de lábios mentirosos.

2​Venha de ti a minha sentença,

pois os teus olhos descobrem o que é justo.


3*​Perscruta o meu coração, mesmo durante a noite,

submete-me à prova de fogo

e não encontrarás em mim iniquidade;

a minha boca não transgrediu.

4​Contrariamente às ações dos homens,

conservei-me fiel às tuas palavras.

5​Dirigi os meus passos por duras veredas;

os meus pés não vacilaram nos teus caminhos.


6​Eu te invoco, ó Deus; responde-me!

Inclina para mim o ouvido, escuta as minhas palavras.

7​Mostra-nos a tua misericórdia,

Tu, que salvas dos agressores

os que buscam refúgio na tua direita.

8​Guarda-me como à pupila dos teus olhos;

esconde-me à sombra das tuas asas,

9​longe dos ímpios que me fazem violência,

dos inimigos mortais que me rodeiam.

10​Eles endureceram o coração

e a sua boca fala com altivez.

11​Seguem os meus passos e cercam-me;

fixam os olhos em mim para me deitarem por terra.

12​Assemelham-se ao leão, à espera da presa,

ao jovem leão a espreitar do seu esconderijo.


13​Levanta-te, Senhor; enfrenta-os e derruba-os.

Com a tua espada, livra-me dos ímpios.

14​Com a tua mão, Senhor, guarda-me dos mortais,

dos homens que põem a sua felicidade nesta vida.

Os seus ventres estão cheios dos teus dons;

os seus filhos vivem saciados

e deixam aos descendentes o que lhes sobra.


15*​Eu, porém, pela justiça, contemplarei a tua face

e, ao despertar, serei saciado com a tua presença.