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71
PRECE DE UM ANCIÃO PERSEGUIDO
(91)

1Em ti, Senhor, me refugio,

jamais serei confundido.

2Pela tua justiça, livra-me e protege-me;

inclina para mim os teus ouvidos e salva-me.

3Sê a minha proteção e o refúgio onde me acolho.

Tu prometeste salvar-me,

pois és o meu rochedo e a minha fortaleza.


4Meu Deus, livra-me das mãos do ímpio,

das mãos do opressor e do violento.

5Tu és a minha esperança, ó Senhor Deus,

e a minha confiança desde a juventude.

6Em ti me apoio desde o seio materno,

desde o ventre materno és o meu protetor;

és o objeto contínuo do meu louvor.


7Sou motivo de admiração para muitos,

mas Tu és o meu refúgio.

8A minha boca está cheia do teu louvor;

todo o dia proclamo a tua glória.

9Não me rejeites no tempo da velhice,

não me abandones, quando já não tiver forças.

10Os meus inimigos falam contra mim,

e os que espiam os meus passos conspiram.

11E dizem: «Deus abandonou-o; persigam-no,

prendam-no, pois não há quem o salve!»


12Ó Deus, não te afastes de mim!

Meu Deus, vem depressa socorrer-me!

13Sejam confundidos e destruídos

os que atentam contra a minha vida;

cubram-se de opróbrio e vergonha

os que procuram a minha desgraça.

14Eu, porém, esperarei continuamente

e, dia após dia, mais te louvarei.

15A minha boca proclamará a tua justiça,

e todo o dia anunciarei a tua salvação,

sabendo bem que ela é inenarrável.

16Narrarei esses prodígios, Senhor, Deus,

recordarei a tua justiça sem igual.


17Instruíste-me, ó Deus, desde a minha juventude

e até hoje anunciei sempre as tuas maravilhas.

18Agora, na velhice e de cabelos brancos,

não me abandones, ó Deus,

para que anuncie a esta geração o teu poder

e às gerações futuras, a tua força.

19Ó Deus, a tua generosidade chega até aos céus,

pois fizeste grandes coisas:

quem como Tu, ó Deus?


20Fizeste-me sofrer grandes males e aflições mortais;

mas de novo me darás a vida;

das profundezas da terra me levantarás outra vez.

21Aumentarás a minha dignidade,

aproximando-te para me confortar.

22Por isso, quero louvar-te ao som da harpa,

louvar a tua fidelidade, ó meu Deus;

quero cantar-te ao som da cítara, ó Santo de Israel.

23Ao cantar-te salmos, os meus lábios vibrarão de alegria,

e também todo o meu ser, que Tu salvaste.

24A minha língua cantará, dia a dia, a tua justiça,

pois ficaram confundidos e cheios de vergonha

os que procuravam a minha desgraça.