Antigo Testamento

Pentateuco Livros Históricos Livros Sapienciais Livros Proféticos

Novo Testamento

Evangelhos e Atos Cartas de São Paulo Carta aos Hebreus Cartas Católicas Apocalipse Sobre a Biblia
74
LAMENTAÇÃO SOBRE AS RUÍNAS DO TEMPLO
(44; 102 ; Sir 36,1-17 ; Lm 2 )

1Poema. De Asaf.


Ó Deus, porque nos rejeitas para sempre?

Porque se inflama a tua ira

contra o rebanho do qual és pastor?

2Lembra-te do teu povo,

que adquiriste noutros tempos,

como tribo que te pertence

e resgataste do monte Sião,

onde tens a tua morada.

3Dirige os teus passos para estas ruínas sem fim;

o inimigo tudo destruiu no santuário!


4Os teus adversários rugiram no lugar das tuas assembleias,

hastearam nelas, como troféus, as suas bandeiras.

5Pareciam lenhadores a brandir o machado

numa floresta espessa.

6Destruíram os seus madeiramentos

a golpes de malhos e martelos.

7Deitaram fogo ao teu santuário,

profanaram e arrasaram a morada do teu nome.

8Disseram no seu coração: «Destruamos tudo!»;

e incendiaram neste país todos os lugares de culto.

9Já não vemos os nossos sinais,

já não existem mais profetas,

e ninguém sabe até quando isto durará!


10Até quando, ó Deus, irá ultrajar-nos o opressor?

Até quando irá o inimigo desprezar o teu nome?

11Porque retiras a tua mão

e escondes a tua direita?

12Pois Tu, ó Deus, desde sempre foste o meu rei,

aquele que realiza libertações pela terra.

13Dividiste o mar com o teu poder,

esmagaste as cabeças aos monstros marinhos.

14Quebraste as cabeças do Leviatan

e deste-o a comer aos monstros do mar.


15Fizeste brotar fontes e torrentes

e secaste rios caudalosos.

16Teu é o dia, tua é a noite;

Tu criaste a Lua e o Sol.

17Fixaste os limites à terra inteira,

fizeste o verão e o inverno.


18Lembra-te, Senhor, de que o inimigo te insultou

e um povo insensato desprezou o teu nome.

19Não entregues às feras a vida dos teus fiéis;

não esqueças para sempre a vida dos teus pobres.

20Olha para a tua aliança,

pois os recantos do país estão cheios de violência.


21Que os humildes não voltem confundidos;

que o pobre e o indigente possam louvar o teu nome.


22Ergue-te, ó Deus, defende a tua causa;

lembra-te das ofensas contínuas dos insensatos.

23Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos,

da vozearia sempre crescente dos teus adversários.