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Resposta divina: o justo viverá pela fidelidade

1Vou ficar de pé no meu posto de guarda,

vou colocar-me sobre a muralha,

vou ficar à espreita para ver o que Ele me diz,

que resposta dá à minha queixa.

2Então o Senhor respondeu-me:

«Escreve a visão, grava-a em tabuínhas,

para que possa ser lida facilmente.

3Porque é uma visão para um tempo fixado:

ela aspira pelo seu termo e não falhará.

Se tardar, espera por ela igualmente;

que ela cumprir-se-á,

com toda a certeza não falhará.

4Eis que sucumbe o que não tem a alma reta,

mas o justo viverá pela sua fidelidade.»

II. MALDIÇÕES CONTRA O OPRESSOR

(2,5-20)

5Verdadeiramente a riqueza engana!

O homem arrogante não permanecerá,

ainda que alargue as suas fauces como a morte

e seja insaciável como o túmulo;

ainda que junte para si todas as nações

e reúna à sua volta todos os povos.

6Porventura não comporão todos sátiras contra ele?

Não zombarão dele com enigmas?

As cinco imprecações


«Ai daquele que acumula o bem alheio! Até quando?

Do que carrega sobre si um fardo de penhores!»

7Porventura não se levantarão de repente os teus credores,

não surgirão os teus opressores?

Então, tu serás a sua presa.

8Porque despojaste numerosas nações,

os povos que restarem hão de saquear-te;

por causa do sangue humano

e da violência exercida sobre o país,

sobre a cidade e todos os seus habitantes.

9Ai daquele que só procura lucros criminosos para a sua casa,

para colocar bem alto o seu ninho,

para se livrar da desgraça!

10Planeaste a vergonha da tua casa:

dizimando tantos povos,

fizeste o mal para ti mesmo.

11A pedra da parede gritará,

alternando com as vigas de madeira.

12Ai daquele que constrói uma cidade com sangue

e assenta a cidadela sobre o crime.

13O Senhor do universo disse:

Que os povos trabalhem para o fogo,

e as nações se fatiguem para nada.
14Pois a terra está repleta
do conhecimento da glória do Senhor,

tal como as águas cobrem o mar.

15Ai daquele que faz beber ao seu vizinho,

um vinho misturado com veneno que o embriague,

para ver a sua nudez!

16Saciaste-te de ignomínia e não de glória.

Bebe também tu e mostra o teu prepúcio.

Volta-se sobre ti a taça da direita do Senhor

e a infâmia cai sobre a tua glória.

17Porque a violência contra o Líbano te submergirá

e o massacre de animais te esmagará,

por causa do sangue humano e da violência no país,

na cidade e em todos os seus habitantes.

18Ai daquele que diz à madeira: «Desperta!»

E à pedra silenciosa: «Acorda! Ensina!»

Ei-la coberta de ouro e de prata,

mas sem qualquer sopro de vida.

19De que serve uma escultura para que o seu escultor a faça?

Uma imagem de metal,

um mestre de mentiras,

para que confie nele o seu artista,

fabricando ídolos mudos?

20Mas o Senhor está no seu templo santo,

diante dele, cale-se toda a terra.