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I. RECONSTRUÇÃO DAS MURALHAS DE JERUSALÉM

(1,1-7,72)
1
Notícias de Jerusalém
1Palavras de Neemias, filho de Hacalias: «No mês de Quisleu do vigésimo ano, encontrando-me em Susa, no palácio, 2eis que Hanani, um dos meus irmãos, chegou de Judá com alguns companheiros. Perguntei-lhes pelos judeus libertados que sobreviveram do cativeiro e por Jerusalém. 3Responderam-me: «Os sobreviventes do cativeiro estão lá na Província, vivem em grande miséria e numa situação humilhante. As muralhas de Jerusalém estão ainda em ruínas, e as suas portas foram incendiadas.»
Oração de Neemias ( Dt 4,28-31 ; 30,1-5 )
4Ao ouvir tais palavras, sentei-me e chorei; e fiquei vários dias consternado. Jejuei e orei na presença do Deus do céu, 5dizendo:
«Peço-te,
Senhor, Deus do céu, Deus grande e terrível, que permaneces fiel à tua aliança e exerces a misericórdia para com aqueles que te amam e observam os teus mandamentos!
6Que os teus ouvidos estejam atentos e os teus olhos se abram, para ouvires a prece que eu, teu servo, estou a fazer na tua presença, noite e dia, pelos filhos de Israel, teus servos, confessando os pecados com que os filhos de Israel te ofenderam.
Pois eu e a casa do meu pai pecámos;
7ofendemos-te gravemente e não observámos as leis, os mandamentos e os preceitos que deste a Moisés, teu servo.
8Lembra-te da palavra que disseste a teu servo Moisés: ‘Se transgredirdes os meus preceitos, Eu dispersar-vos-ei entre as nações.
9Mas, se vos converterdes a mim, se observardes os meus mandamentos e os praticardes, mesmo que os vossos exilados estejam nos confins da terra, dali os reunirei e os farei regressar ao lugar que escolhi, para aí fazer habitar o meu nome.’
10Eles são teus servos, o teu povo, que libertaste com o teu grande poder e a força da tua mão.
11Ó Senhor, presta ouvidos à oração do teu servo e à oração dos teus servos que temem o teu nome. Digna-te, hoje, dar um bom êxito ao teu servo, e faz que mereça a estima deste homem.» Eu era, então, copeiro do rei.