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2
Nomes novos: promessa de salvação

1Numerosos como a areia do mar,

que não se pode medir nem contar,

serão os filhos de Israel. Em vez de se lhes dizer:

«Vós não sois meu povo»,

serão chamados: «Filhos do Deus vivo.»

2Reunir-se-ão os filhos de Judá e de Israel

e constituirão sobre si um único chefe.

Ressurgirão da terra

porque será grande o dia de Jezrael.

3Dizei aos vossos irmãos:

«Meu povo» – Ami – e à vossa irmã: «Bem-amada» – Ruhamá.

Israel, esposa infiel ao Senhor
( Jr 2 -4; Ez 16 )

4Protestai contra a vossa mãe, protestai.

Ela não é mais a minha mulher,

nem Eu sou mais o seu marido.

Afaste da sua face as prostituições

e os adultérios de entre os seus seios,

5senão, deixá-la-ei toda nua,

como no dia do seu nascimento;

torná-la-ei um deserto, como terra árida,

e farei que pereça de sede.

6Não terei compaixão dos seus filhos,

pois são filhos de prostituição.

7A sua mãe prostituiu-se,

desonrou-se aquela que os concebeu.

Ela disse: «Correrei atrás dos meus amantes,

que me dão o meu pão e a minha água,

a minha lã e o meu linho,

o meu azeite e a minha bebida.»

8Por isso, Eu fecharei o seu caminho com espinhos;

erguerei uma sebe em seu redor,

para que ela não encontre atalhos.

9Ela perseguirá os seus amantes,

mas não os alcançará;

procurá-los-á mas não os encontrará.

Então, ela dirá: «Voltarei ao meu primeiro marido,

porque eu era outrora mais feliz do que agora.»

10Mas não reconheceu que era Eu

quem lhe dava o trigo, o vinho e o azeite,

e lhe prodigalizava a prata e o ouro

que iam gastar com Baal.

11Por isso, retomarei o meu trigo a seu tempo,

e o meu vinho na estação adequada;

retirarei a minha lã e o meu linho,

com que cobria a sua nudez.

12Vou descobrir a sua vergonha diante dos seus amantes;

ninguém a livrará da minha mão.

13Porei fim aos seus divertimentos,

às suas festas, às suas festas da Lua nova,

aos seus sábados e a todas as suas solenidades.

14Devastarei as suas vinhas e as suas figueiras,

das quais ela dizia:

«Esta é a minha paga,

que me deram os meus amantes.»

Mas hei de transformá-las num matagal,

e serão devoradas pelos animais selvagens.

15Hei de pedir-lhe contas pelos dias de Baal,

quando queimava incenso a esses ídolos,

de colares e anéis ataviada,

a cortejar os seus amantes,

enquanto de mim se esquecia –oráculo do Senhor.

16É assim que a vou seduzir:

ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração.

17Dar-lhe-ei então as suas vinhas

e o Vale de Acor será como porta de esperança.

Aí, ela responderá como no tempo da sua juventude,

como nos dias em que subiu da terra do Egito.

18Naquele dia – oráculo do Senhor

ela me chamará: «Meu marido»

e nunca mais: «Meu Baal.»

19Tirarei da sua boca os nomes de Baal,

de modo que tais nomes não voltem a ser recordados.

20Farei em favor dela, naquele dia,

uma aliança com os animais selvagens,

com as aves do céu e com os répteis da terra;

farei desaparecer da terra o arco, a espada e a guerra,

e farei com que eles repousem em segurança.

21Então, te desposarei para sempre;

desposar-te-ei conforme a justiça e o direito,

com amor e misericórdia.

22Desposar-te-ei com fidelidade,

e tu conhecerás o Senhor.

23Naquele dia – oráculo do Senhor

Eu responderei aos céus,

e os céus responderão à terra;

24a terra responderá com o trigo,

o vinho e o azeite,

e estes responderão a Jezrael.

25Eu a farei, para mim, uma terra bem semeada,

terei compaixão de Lô-Ruhamá

e direi a Lô-Ami: «Tu és o meu povo»;

e ele me responderá: «Tu és o meu Deus.»